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Santa Luzia,14/02/2026

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Disputa pelo Governo de Minas segue em aberto e Cleitinho vira peça-chave no tabuleiro

Com lulistas e bolsonaristas sem definição, segundo maior colégio eleitoral do país vive o cenário mais indefinido da sucessão estadual


Disputa pelo Governo de Minas segue em aberto e Cleitinho vira peça-chave no tabuleiro

A eleição para o Governo de Minas Gerais é hoje a mais indefinida do país. O estado, que possui o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, ainda não tem candidaturas consolidadas nos dois campos políticos que polarizam a disputa nacional: o lulista e o bolsonarista.

No campo bolsonarista em Minas, a referência partidária é o PL, que reúne os deputados federais Domingos Sávio e Nikolas Ferreira, além dos estaduais Cristiano Caporezzo e Bruno Engler. Também integra esse grupo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera pesquisas de intenção de voto, mas ainda não tornou público qual caminho seguirá em 2026.



O ano de 2025 terminou com uma aproximação desse campo com o vice-governador Mateus Simões (PSD). No entanto, o movimento perdeu força diante das articulações nacionais de Gilberto Kassab, presidente do PSD, que trabalha a construção de uma terceira via à direita, sem alinhamento direto ao bolsonarismo. A composição também enfrenta resistência de parlamentares do PL ligados à segurança pública, que defendem um palanque considerado mais fiel ao bolsonarismo.

Nesse cenário, o nome de Cleitinho ganha ainda mais centralidade. Mateus Simões, por sua vez, teria interesse em retirá-lo da disputa. Entre as hipóteses em circulação, está uma chapa com Cleitinho candidato ao governo e o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe — que deve se filiar ao PL — como vice. Outros nomes também buscam espaço, como Luís Eduardo Falcão, presidente da Associação Mineira dos Municípios. O quadro, porém, permanece em aberto.

No campo lulista, o presidente Lula (PT) pretende insistir na candidatura do senador Rodrigo Pacheco, atualmente no PSD, mas com previsão de filiação ao União Brasil. Até o momento, Pacheco não sinalizou de forma clara que pretende disputar o governo. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Tadeu Leite (MDB), também é citado como possível nome.



Pacheco e Tadeu Leite estiveram à frente da construção do Propag, programa que busca oferecer a Minas uma nova alternativa para enfrentar a dívida estrutural com a União. Ainda assim, ambos evitam se posicionar oficialmente sobre a corrida eleitoral.

Dentro do PT, há articulação em torno da reitora da UFMG, Sandra Goulart, que encerra em março seu segundo mandato à frente da universidade. O deputado federal André Janones, que deve se filiar à Rede, também se coloca, embora parte dos articuladores veja sua movimentação como teste de cenário. Entre aliados lulistas, surgem ainda nomes fora da política tradicional, como o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, enquanto outras lideranças seguem sendo discutidas de forma reservada.

Até o momento, as únicas definições mais claras nesse campo são para o Senado: a prefeita de Contagem, Marília Campos, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), que ainda avalia seu futuro partidário, podendo permanecer no PSD ou migrar para o PSB.



A expectativa é de que as articulações entrem em fase decisiva entre 6 de março e 5 de abril, período da janela partidária. Com o calendário avançando, o tempo passa a ser fator de pressão sobre lideranças e partidos em um dos cenários eleitorais mais abertos do país.





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